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terça-feira, 3 de junho de 2008

AGROBALSAS - 9ª EDIÇÃO


ANTAQ incentiva agricultores a escoar granéis por hidrovias durante a 8ª Agrobalsas
Uma comitiva da ANTAQ incentivou agricultores do sul do Maranhão a usar hidrovias próximas para transportar a produção de soja e outros grãos, durante palestra em 29 de maio, na 8ª edição do Agrobalsas, organizada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (FAPCEN), na fazenda experimental Sol Nascente, em Balsas (MA). O objetivo da feira foi promover a realização de negócios entre produtores regionais e os principais fornecedores de insumos, tecnologias e equipamentos agrícolas.O Diretor-Geral da ANTAQ, Fernando Fialho lembrou aos produtores que, atualmente, a ferrovia é a única alternativa na região, fora as rodovias, para levar a produção de soja até o porto de Itaqui (MA). "A ferrovia é uma boa opção, mas precisamos de outras para competir com a ferrovia e puxar o custo logístico para baixo. As hidrovias do Tocantins e Parnaíba são vias naturais para transportar a produção de Balsas ", argumentou.Fialho enfatizou que as hidrovias são a alternativa mais barata de transporte e, portanto, contribuem para reduzir o custo logístico na cadeia produtiva de soja. "No Brasil, o custo de transporte é de 43% do preço da tonelada contra 22% nos Estados Unidos, que escoam a soja pelo Mississipi. É dinheiro que poderia ficar no bolso do produtor".Além do baixo custo, o transporte hidroviário diminuiria muito o impacto ambiental da produção local de granéis, porque emite 90% menos de dióxido de carbono, gás causador do aquecimento global. "O modal hidroviário é mitigação ambiental, não só porque emite menos poluentes, mas também por exigir a preservação das nascentes e das matas ciliares, sem as quais não há condições para navegação", disse o diretor aos agricultores.Mas para garantir a viabilidade das hidrovias como alternativa de transporte, Fialho conclamou os produtores rurais a pressionarem seus representantes no Congresso para que tornem obrigatória a inclusão de eclusas nos projetos de construção de usinas hidrelétricas. "Ir e vir é um direito constitucional e, da mesma forma que não se pode interromper o trânsito nas rodovias, também não se pode acabar com a navegabilidade das hidrovias", defendeu.Produtores rurais
O Presidente da FAPCEN, José Antônio Gorgen concordou com o diretor da ANTAQ sobre as vantagens econômicas da hidrovia, mas desconhecia as ambientais e defendeu que sejam cada vez mais divulgadas."Eu nem fazia idéia de que fosse tão positivo também do ponto de vista ambiental. Isso precisa chegar ao conhecimento de todos como um ponto a mais em favor da hidrovia".
O Coordenador de Articulação para o Setor Público da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ricardo Medeiros recordou que Fernando Fialho, então presidente da empresa, propôs a criação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram). "O terminal de grãos vai ajudar nosso Estado a crescer e não podemos perder essa oportunidade", disse. Aprovado pela ANTAQ, o Tegram está em licitação e abertura dos envelopes ocorrerá no dia 27 de junho.
O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas, Genésio Costa reclamou que, hoje, transportar grãos a partir de Balsas é caro, porque não há boas alternativas de transporte. "As rodovias estão em mau estado e as hidrovias podem ser uma boa solução", refletiu.
O Gerente de Desenvolvimento da Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski fechou as apresentações e deu quatro motivos para ver com otimismo o desenvolvimento da região de Balsas, que estende sua influência sobre o sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e norte do Tocantins. "A ferrovia Norte-Sul chegará a Palmas em 2009, a hidrovia do Tocantins já é usada para transportar minério de ferro de Marabá a Belém e servirá também ao escoamento de grãos, e há dinheiro para fazer a eclusa no rio Parnaíba", enumerou.
A região
A região de Balsas pode beneficiar-se de um modal de transporte mais barato e menos poluente, porque é um importante pólo agrícola, com localização estratégica em relação aos Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Esses três Estados produziram, juntos, uma safra agrícola de 2,3 milhões de toneladas de soja, 1 milhão de toneladas de milho, quase 4 milhões de toneladas de cana de açúcar e de 26,5 milhões de toneladas de algodão (dados da Conab, 2007).
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